quarta-feira, 11 de maio de 2011

Housekeeping


"O Segredo é Valorizar as Pessoas"
Grande parte das empresas ainda persiste num processo de identificação de talentos, baseado apenas no reconhecimento de competências técnicas, com pouca ou nenhuma preocupação com a valorização humana como estratégia de gestão. É bem possível que neste preciso momento alguém esteja a entrar no seu quarto de Hotel e olhe ao seu redor completamente surpreendido com o aspeto limpo, higienizado,arrumado, cuidado e valorizado sentindo-se um cliente confiante, seguro e satisfeito pelo serviço adquirido. Acabando muitas vezes por felicitar o excelente serviço prestado pela equipa de Housekeeping (a), e é a si que o deve. Sim, a si que hoje foi pró-ativa, empenhada,dedicada na melhoria contínua e acrescentando valor ao seu trabalho e à sua empresa. Não é por acaso que é consensual afirmar que o crescimento económico de uma qualquer empresa vem acompanhado por um projeto definido de valorização de todos os colaboradores diretos e quando o capital humano passa a ser valorizado e incluído em termos de política, a satisfação de cada um destaca-se numa escala crescente e o seu envolvimento traduz -se na satisfação de todos os que fazem parte do projeto. É por estes e outros fatores que a gestão de topo necessita com urgência dedicar um novo olhar sobre quem gera valor na sua empresa e focar a sua atenção numa Secção(b) por vezes tão banalizada e que é determinante para a satisfação do cliente versus serviço na escolha preferencial desta ou de outra unidade hoteleira.

“Todo o apreço e dedicação que consagramos aos nossos colaboradores são retribuídos sob a forma de fidelidade, entusiasmo e dedicação total.” “O melhor minuto que despendo é aquele que invisto nas pessoas.” “ Os objetivos dão início a comportamentos as consequências mantêm comportamentos.” Ir ou Não ir O compromisso de trabalhar e viver com qualidade – Francisco Muro

Conceitos
(a)HouseKeeping–Secção de um hotel responsável pela limpeza, arrumação e manutenção das zonas de hóspedes, zonas de serviço e áreas públicas.

(b)
Secção de Housekeeping
Carla Fino

terça-feira, 10 de maio de 2011

INSIGNARE implementa pólo de formação na Freixianda

No dia 9 de maio, celebrou-se um protocolo de cooperação entre a INSIGNARE, o Município de Ourém, o agrupamento de Escolas da Freixianda e as Juntas de Freguesia de Casal dos Bernardos, Formigais, Freixianda, Ribeira do Fárrio e Rio de Couros, com vista à instalação de um pólo de formação inicial e continua na zona norte do Concelho.

Este novo pólo de formação ficará instalado no edifício da Escola Básica N.º 1 da Freixianda que ficará desocupadO aquando da transferência para o novo centro escolar em construção, já a partir do próximo ano letivo. Até lá, funcionará provisoriamente na Junta de Freguesia da Freixianda, com início no dia 16 de maio (segunda-feira), local onde estará duas tardes por semana um técnico da INSIGNARE para esclarecimento de dúvidas, inscrições e encaminhamento das pessoas que aí se dirijam.

O objetivo de constituição deste pólo de formação, envolvendo todos os parceiros acima mencionados, possibilitará um agrupar de sinergias com o intuito de levar às zonas mais interiores do Concelho de Ourém a possibilidade de usufruir de um conjunto de oportunidades formativas até agora centradas apenas na sede do Concelho ou dinamizadas em centros com maior densidade populacional como Fátima.

Especificamente o Pólo permitirá o reconhecimento e validação de percursos escolares e profissionais (através do Centro Novas Oportunidades), o desenvolvimento de formações direcionadas às necessidades específicas destas populações (através do Centro de Formação Contínua) e ainda o desenvolvimento de cursos de educação e formação de jovens, utilizando o know how das duas escolas profissionais propriedade da INSIGNARE (Escola Profissional de Ourém e Escola Profissional de Hotelaria de Fátima) no que respeita ao desenvolvimento de cursos com forte cariz tecnológico e prático, muito direcionados à inserção no mercado de trabalho.

Este novo pólo formativo incorporará ainda a valência de apoio à inserção profissional dinamizando uma bolsa de emprego que tentará adequar ofertas e procuras de emprego.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Ideias-Chave

Ditados populares como: <Quem quer peixe, molha o rabo!>, <Nada de constante existe senão a mudança.>,,pinheiro mais alto é aquele que o vento agita mais vezes.>, <Ser é melhor que parecer.> e <Ética é a liberdade em acção.>, marcaram as diferenças entre ser negociante/comerciante do ser empresário/ empreendedor, na nossa última sessão de Cidadania e Empregabilidade (CE). E foi esta sessão que me inspirou a presente partilha!..

Nesta área-chave - CE - tenta-se falar de (quase) tudo o que envolve a sociedade. O civismo de que dela faz parte, a consciência e acção social, a ética e deontologia profissional, o poder da palavra, o Saber-Ser e o Saber-Estar, a democracia participativa, os deveres e direitos cívicos, a conjuntura actual, a modernização, a sustentabilidade do planeta Terra, entre outros, são palavras e ideias-chave que constroem a esfera de uma conduta moralmente integrada e sustentada, capaz de produzir boas práticas e promover a proactividade de cada um dos formandos. O facto de poder dar formação nesta área fez-me entender melhor o que nos rodeia e procurar respostas, a curiosidades sustentadas, no mais simples gesto ou situação concreta. Tento sempre desenvolver, nos formandos do curso “Empregado/a de Andares”, a auto-imagem, a capacidade de agir sem a urgente aprovação dos “outros”, a competência do saber ouvir e do saber dizer “não”, a aptidão de não ajuizar com precipitação, e, acima de tudo, aumentar o poder reflexivo e crítico, procurando em primeiro conhecer-se a si próprio. São aspectos (e até parâmetros) que todos nós deveríamos cultivar e sustentar ao longo da nossa vida, mantendo o equilíbrio entre o ser pessoal e profissional. Grata pela Vossa atenção!

“Não mude as circunstâncias para melhorar a sua vida. Mude-se a si mesmo para melhorar as circunstâncias” insuplemento da revista DIRIGIR n.º 111(2010).

Cátia Ferreira

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Ser Cidadão como extensão do Ser Humano

2011 vai ser o ano dedicado pela Europa ao Voluntariado e Cidadania Ativa. Esta temática permitirá trazer de volta e ao mesmo tempo estabelecer uma ligação ao tema do Ano Europeu de 2010 Combate à Pobreza e Exclusão Social.
Durante todo o ano passado, foram realizadas um pouco por toda a Europa, assim como no nosso país, inúmeras atividades para assinalar com rigor este tema. Contudo, é de referir que esta é uma iniciativa que não pode, nem deve ficar ficar “para trás” como o ano de 2010. Não nos podemos distanciar da importância do tema da exclusão social e da pobreza e da nossa responsabilidade enquanto sociedade, se por mais não fosse, porque o nosso contexto nacional não o permite.
Todos os dias, ao vermos as notícias que chegam até nós quer pelos jornais, quer pela televisão, quer simplesmente por conversas que ouvimos de conhecidos ou desconhecidos, somos confrontados com o facto de vivermos num Portugal onde o número de desempregados aumenta a cada dia que passa, trazendo consigo um agravamento significativo da pobreza a vários níveis.
Há no entanto que não esquecer que este tema não é novo, não é recente e não é só típico de Portugal. Em Setembro de 2000 as Nações Unidas apresentaram a proposta dos Objetivos do Milénio adotada por 191 estados membros em que se comprometiam de entre muitos outros propósitos, a reduzir para metade os casos de pobreza extrema até 2015.
Contudo, fazendo uma análise à atualidade por nós vivida, atrevo-me a dizer que tem faltado firmeza por parte de muitos líderes políticos para assumir o compromisso que assinaram. No entanto, temos de acreditar que a solução passa por cada um de nós iniciar a sua própria batalha individual para superar e resolver este tipo de situações e problemas que não são só dos outros mas que acabam também por ser nossos.
Assim, é imperativo continuar com a luta, é imperativo que tomemos consciência do que significa efetivamente ser-se cidadão e em última instância, ser-se Ser Humano. É certo que ser cidadão é ter noção dos seus direitos e lutar por estes, porque só lutando se conquistam ideais, no entanto, ser cidadão é também percebermos que temos deveres, e um desses deveres sem dúvida que passa por ajudarmos os outros, os mais necessitados, os que passam fome, os que não têm onde dormir, os que não têm possibilidade de ter uma educação digna.
O escritor alemão Hermann Hesse disse que “se temos a possibilidade de tornar mais feliz e mais sereno um ser humano, devemos fazê-lo sempre”, e é com esse tipo de pensamento e de atitude que nos tornaremos verdadeiramente Seres Humanos.
Há ainda um longo caminho a percorrer para alcançar as metas há muito propostas, para resolver todos os problemas que nos assolam, mas se houver vontade de intervir, de ajudar, se houver vontade de se ser um bom cidadão, um bom Ser Humano, este caminho será sem dúvida menos sinuoso.
Gisela Margarida S. Quartau

quarta-feira, 6 de abril de 2011

O que fazer pela minha região?

Procurar respostas para a questão que titula este texto, foi o objectivo de recente reunião organizada pela ADLEI – Associação para o Desenvolvimento de Leiria, que se realizou nas magníficas instalações do M|I|MO. Dividido em 4 blocos, os contributos analisaram a nossa realidade e procuraram respostas para o que se deve fazer, o que se está a fazer e o que se pode e vai fazer pela região. Investigadores, associações empresariais, entidade regional de turismo, ensino superior, associações autárquicas, deputados, jornalistas e associados da ADLEI, procuraram definir os principais constrangimentos e linhas de potencial desenvolvimento. Independentemente das conclusões que brevemente a ADLEI apresentará, aproveito este oportuno espaço para fazer a minha leitura sobre tudo aquilo que ouvi. Leitura pessoal, como não podia deixar de ser. O maior constrangimento daquilo a que designamos por “região de Leiria” é que ninguém sabe muito bem ao que nos estamos a referir. Poderá lutar-se pela afirmação de uma região que não consegue identificar o seu próprio território? Corresponderá ao distrito? Ao Pinhal Litoral? Ao território da agora designada Entidade Regional de Turismo? Inclui o concelho de Ourém? Tão grave como não saber qual a verdadeira área de abrangência deste território, é ele não ter um núcleo urbano que verdadeiramente o lidere. Que pelo seu peso populacional, económico e político, mas sobretudo pelas dinâmicas que provoca no espaço envolvente, assuma indiscutivelmente o estatuto de líder. Aqui a resposta parece óbvia. É de Leiria que estamos a falar. Mas e em boa verdade, que impactos conseguiu Leiria provocar no território que institucionalmente lidera (o distrito)? E será que algum dos municípios mais próximos, os da Região de Leiria (ou será que devemos dizer da Alta Estremadura), se revê nesta liderança de Leiria? Território totalmente pulverizado por todo o tipo de divisões e em permanente perda de protagonismo e de estruturas públicas de apoio resta-lhe a proposta de um atento participante. Coordenação, Parceria, Liderança. E quem deverá liderar? Uma agência de desenvolvimento, eventualmente decorrente de uma evolução, nesse sentido, da ADLEI. Concordo. Porque não a pluralidade desinteressada de uma associação cívica? Quem melhor (e mais barato) pode reunir a massa crítica existente nos vários domínios e através de um espaço sistemático de reflexão, promover uma fusão de interesses e objectivos que permitam caminhar num único sentido. Um sentido colectivo que resulte de opções globais e não do somatório das pequenas opções municipais. Um verdadeiro rumo que não se perca a copiar modelos existentes e se compare com a vizinhança, mas que assuma padrões internacionais de referência e permita pensar Leiria como uma Região de Excelência. E até aí e a partir daí pensar GRANDE. Acreditar que o Politécnico, pela sua qualidade, tem que ser uma Universidade. Que é urgente instalar na nossa Região o Novo Aeroporto do Centro. Que os municípios devem fundir a sua representatividade associativa regional numa única entidade e que devem intensificar a sua capacidade de cooperação. Que a Região precisa de um Centro de Congressos de nível e dimensão internacional. Que a requalificação da Linha do Oeste é fundamental. Que o problema da poluição suinícola é a maior chaga para a qualidade de vida e imagem da Região. Sobretudo estancar a constante perda de protagonismo institucional e de tudo aquilo que o Estado teima em levar para outros lados. Apostar na nossa maior riqueza, as Empresas, e com elas garantir desenvolvimento e emprego. É possível concretizar tudo isto, basta querermos!

Francisco Vieira

Diretor Executivo da INSIGNARE
In Jornal de Leiria, de 24 de Março de 2011

segunda-feira, 28 de março de 2011

As novas tecnologias como mecanismo de aprendizagem


As rápidas alterações na área tecnológica tiveram consequências na construção, no processamento e na divulgação da informação, motivaram, e continuam a motivar, profundas alterações na sociedade. Como é evidente, a Escola não pode ficar dissociada desta nova realidade e deve ser efectuado um esforço para que a Escola, enquanto espaço privilegiado de formação de jovens, se aproxime das Novas Tecnologias e da Sociedade de Informação. Esta nova realidade, cujos paradigmas são altamente flexíveis, coloca enormes e diversificados desafios à Escola.
Para responder a essas mudanças é preciso alterar o tipo de ensino predominante: o tradicional, de ênfase no ensino e não na aprendizagem. A aprendizagem e, sobretudo, o valorizar e potenciar o gosto por aprender dos alunos devem ser pontos estruturais nas Escolas, pois só assim os alunos poderão responder aos desafios que a sociedade lhes coloca sistematicamente. Mais importante do que os conhecimentos que adquirem, são as competências desenvolvidas e as ferramentas que os alunos adquirem. É fundamental que os alunos sejam consciencializados no contexto escolar que cada vez mais a aquisição de conhecimentos e competências devem e têm que ser efectuados ao longo da vida e que não se limitam apenas ao espaço físico e ao período cronológico convencional da Escola, ou seja, é essencial desenvolver o gosto por aprender. O novo paradigma de ensino deve ter em atenção estes aspectos, para que se consiga uma verdadeira eficácia da Escola e para que esta consiga concretizar os verdadeiros pressupostos: preparar os jovens para os desafios que vão enfrentar ao longo da vida.


É possível que se possa criar um novo conceito de educação utilizando plataformas de Internet, para gerar e divulgar conhecimento, que sejam acessíveis em larga escala ou de acesso limitado. A aprendizagem deve libertar-se do contexto físico da sala de aula onde se realça um controlo rígido do professor, que transmite a informação, ao contrário, é preciso investir na formação dos professores e na diversificação dos contactos que os alunos efectuam com o conhecimento. É fundamental que cada vez mais se incentive a utilização das Novas Tecnologias como um importante mecanismo de aprendizagem, mas neste processo é importante que não se elimine a presença humana, apenas que esta possa permitir ou complementar o desenvolvimento das competências e dos mecanismos essenciais para uma efectiva aprendizagem. Caso isso aconteça, a produção e aquisição de informação e conteúdos é mais efectiva e ao mesmo tempo possibilita que não se limite ao espaço físico das salas de aula. Como é óbvio, esta mudança e esta utilização das potencialidades das Novas Tecnologias por parte da Escola não é um processo rápido e imediato, mas cada passo é um passo importante para a concretização deste cenário.

As novas tecnologias, incluindo a Internet, podem também ser um instrumento importante para que o professor consiga motivar para a aprendizagem no espaço da sala de aula, visto que os alunos estão familiarizados com esses instrumentos/mecanismos e são, na maioria dos casos, valorizados pelos alunos. As Novas Tecnologias podem e devem ser um importante mecanismo para a aprendizagem, desde que não se procure retirar completamente o elemento humano do processo de aprendizagem dos alunos.

Ana Vazão

sexta-feira, 25 de março de 2011

Mesmo na Torre de Babel…se podem estabelecer consensos.



Educar, do latim educare, significa levar a bom porto. Desta forma, a educação se assemelha mais a um andar permanente que a um estado fixo: implica dinamismo e criatividade. Sem dúvidas, não há educação sem um caminho por recorrer, sem um bom método. Na actualidade a arte de ensinar é cada vez mais complexa, vivemos numa era de informação e de vínculos, a dizer de Edgar Morin*: “uma era planetária”. Por isso, se requer assumir a realidade , abraçar os temas desde as diversas dimensões, disciplinas e ciências com o fim de evitar qualquer dicotomia.

Cada ciência, em particular, reflecte-se na escola através das disciplinas, mas estes isoladamente, não podem ajudar os alunos (futuros trabalhadores) para entender os fenómenos da natureza, a sociedade e do pensamento, de uma forma holística, habilitando-os a transformar o mundo para o bem da humanidade (incluindo até mesmo a sobrevivência dos seres humanos) e enfrentar os desafios da sociedade actual e futura.


As fórmulas? Podem ser muitas, mas acredite que só as descobriremos se criamos espaços
sistemáticos de intercâmbio metodológico entre professores, onde se conciliem as posições teóricas e conceptuais das disciplinas sem perder de vista as necessidades dos formandos de acordo ao contexto e a realidade onde habitam e vão a desenvolver-se. Neste sentido, a planificação das aulas tem um papel de suma importância, deve ser actualizada, feita com base no diagnóstico da turma e com pensamento integrador.

Devemos aspirar a formação interdisciplinar dos alunos como forma de apropriação de uma cultura geral, que exige uma educação sistemática no exercício dum trabalho científico para desenvolver o pensamento reflexivo, crítico, criativo no formando, permitindo uma atitude adequada como profissional, do contrário caros colegas não conseguiremos fazer frente as soçobras de alta mar e o nosso precioso barco nunca chegara a terra.

Ana María Garcia Salvador (formadora de Espanhol)

*Edgar Morin: Pseudónimo de Edgar Nahoum, antropólogo, sociólogo e filosofo francês.